20070808

Epitalâmio


I

Abram-se as janelas para o dia entrar

Como um estampido ou como se fosse o mar!

Que nem um só recanto de sombra vã

Traga pensamentos nocturnos à manhã

Ou tenha coisas tristes a dizer,

Pois tudo neste dia é um prazer!


[...]

Fernando Pessoa, Poesia Inglesa I

trad. Luísa Freire

9 comentários:

Ad astra disse...

E de como uma visita a este blogue, para dar de caras com este poema, pode fazer diferença...

Um beijo agradecido

avelaneiraflorida disse...

Ad astra,

eu é que agradeço a gentileza dos meus amigos...que tiram um bocadinho das suas férias...para passarem por aqui!

BRIGADOS!!!!!!!!
Bjks

André L. Soares disse...

Bom dia! Belíssima essa postagem, com mais um poema do Pessoa que eu ainda não havia lido. Hoje reparei num poema postado na coluna ao lado, intitulado 'Poema ao acaso' (Mário Cesariny),... maravilhoso! Grande abraço!

avelaneiraflorida disse...

André,

Tento deixar aqui as coisas de que gosto...

É por aqui que eu me sento á mesa dos amigos!!!!

Bjks

papagueno disse...

É sempre um prazer entrar aqui e ler um poema tão positivo do nosso grande Pessoa.
beijinhos

avelaneiraflorida disse...

Brigados, Papagueno!

Acabei de passar pelo teu cantinho...tinhas Sophia, para a troca!!!!!

Bjks

monge e eremita disse...

olá avelaneiraflorida

Que bela escolha!Também eu não me canso de ler F. Pessoa, parece-me, de longe, o mais sóbrio de todos os poetas. Por vezes consegue ver, com toda a lucidez, a profundeza da alma humana. Sem rodeios.

bj

monge

avelaneiraflorida disse...

Monge,
nem sempre me encontro em Pessoa...mas, neste momento, paraece-me aquele de que aproximo mais, de facto!
Brigados, pela visita!!!

Anónimo disse...

Il semble que vous soyez un expert dans ce domaine, vos remarques sont tres interessantes, merci.

- Daniel