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20080204

Trazido em mão...pela Amiga T.O.

E de mais este MIMINHO ...passo a transcrever:

[...]

Apenas em 1879, quase três séculos após a minha morte, com a primeira publicação, em Portugal, Da Fábrica Que Falece À Cidade de Lisboa, se soube dos meus esforços para erigir o Aqueduto das Águas Livres. Mas mesmo após a minha partida do reino dos vivos, jamais deixei de acompanhar, com anseio e paixão, como se vivesse, todas as tentativas para construir este Aqueduto.Somente durante o reinado de D. João V, no segundo quartel do século XVIII, pude ver a formar-se um rio de pedra para saciar a sede do povo da capital do Reino. Mesmo sem as emoções de um mortal, velei e desassosseguei-me com os avanços e recuos, com as intrigas e tropelias, daquela que foi a primeira obra públicade Portugal, feitaà custa do povo, mas comum satisfação dele. Afortunado me senti no momento em que, finalmente, as águas despejadas pelo espaço de dois séculos correram em Lisboa, vindas da Fonte das Águas Livres, por meio de aturado trabalho de vinte anos a arrasar e a perfurar outeiros na extensão de nove mil passos.
É esta a história que vos desejo contar.
FRANCISCO D'OLLANDA