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20080506

Vaiamos,irmãa...


Vaiamos, irmãa, vaiamos dormir

[en] nas ribas do lago, u eu andar vi

a las aves meu amigo.


Vaiamos,irmãa, vaiamos folgar

[en] nas ribas do lago, u eu vi andar

a las aves meu amigo.


En nas ribas do lago, u eu andar vi,

seu arco nas man'as aves ferir,

a las aves meu anigo.


En nas ribas do lago, u eu vi andar,

seu arco na mãao a las aves tirar,

a las aves meu amigo.


Seu arco na mãao as aves ferir,

alas que cantavan leixá-las guarir,

a las aves meu amigo.


Se arco na mãao as aves tirar,

a las que cantavam nom nas quer matar,

a las aves meu amigo.


Fernando Esquio ,
(CV902,CBN 1246)

Vaiamos- vamos
ribas - margens
u - onde
tirar - atirar
guarir- deixá-las sem ferida
Imagem(C) Ruth Sanderson


20080317

Tempos do tempo ...


Ai flores, ai flores de verde pino,

se sabedes novas de meu amigo,

a i Deus, e u é?

[...]
Dom Dinis
in C.B.N.568; C. V.171
Imagem Alcobaça Claustro de D. Dinis

20080112

amanhece...



Em as verdes ervas

vi andá-las cervas,

meu amigo.

em verdes prados

vi os cervos bravos,

meu amigo.


E com sabor delhas

lavei mias garcetas,

meu amigo;


e com sabor delhos

lavei meus cabelos,

meu amigo.


Desque los lavei,

d'ouro los liei,

meu amigo;


desque los lavara,

d'ouro las liara,

meu amigo;


d'ouro los liei,

e vos asperei,
meu amigo;


d'ouro las liara,

e vos asperara,

meu amigo.


Pero Môogo,
Do Cancioneiro de Amigo
Stephen Reckert e Helder Macedo

Imagem (C) Natalie Shau

cervas/cervos - corças, gamos

garcetas - roupas

liar- entrançar

20071206

Cantiga...

Este exemplo de Cantiga de amor foi deixada pelo amigo JR , neste cantinho.


Para que todos possamos recordar a beleza das palavras antigas...



Sempre que eu vejo as ondas

e as altivas falésias ,

logo me vêm ondas

ao peito pela bela ,

Maldito seja o mar

que faz tanto mal !


Nunca vejo eu as ondas

nem as altivas rochas

que me não venham ondas

ao peito pela formosa

Maldito seja o mar

que faz tanto mal!


Sempre que eu vejo as ondas

e as altas ribanceiras

logo me vêm ondas

ao peito pela perfeita.

Maldito seja o mar

que faz tanto mal!





Rui Fernandes,

Grafia actualizada por Natália Correia
in Cantares dos trovadores galego-portugueses,
ed Estampa

Imagem(C) Cole Weston

20070208

Leuantou-s'a velida/leuantou-s'alva [...]

Levantou-s'a louçana,
levantou-s'alva [...]
D. Dinis

20070124

Isto de Blogar é um esforço " HERCÚLEO"!!!!!


Mesmo sem Euricos nem Hermengardas...
que me apetece dar-lhes um bocadinho com o espanador
e tirar-lhes algumas teias...
Não resisto, pronto!!!!!

Quando fico muito tempo a ler, sem fazer mais nada, logo me atacam os Froilas Ermiges, os Trastâmaras e afins....

Vou tentar recuperar!!!! E fazer tudo certinho!
Ora lá vai:

Vem um ric'home das truitas
que compra duas por muitas,
e coz'end'a ua


Por quanto xi querem nenas.,

compra en duas pequenas,

e coz'end'a ua


Vendem cem truitas vivas,

e compra en duas cativas,

e coz'end ua


E u as vendem bolindo,

vai-s'en com duas riindo

e coz'end ua

(C) Rui Pais de Ribela


20060709

tudo tem uma razão para existir...


Baylemos nos ia todas tres, ay amigas,
so aquestas auelaneyras frolidas
e que for uelida, como nos, uelidas,
se amigo amar,
so aquestas auelaneyras frolidas
uerra baylar.

Bailemos nos ia todas tres, y irmanas.
so aqueste ramo destas auelanas,
e quen for louçana, como nos, louçanas,
se amigo amar,
so aquesto ramo destas avelanas
uerra baylar.

Por Deus, ay amigas, metr'al nõ fazemos,
so aqueste ramo florido bailemos,
e quen be par'cer, como nos parecemos,
se amigo amar,
so aqueste ramo sol que nos bailemos
uerra baylar.

Bailia (C) Ayras Nunes de Santiago, CV 462, CBN 818

Imagem(C) Manuel López Oliva


20051003

Igualmente... OCULTO!

Hoje, em dia de encontros e desencontros Astrais...
Senhor[a], partem tão tristes
Meus olhos, por vós, meu bem,
Que nunca tão tristes vistes
outros nenhuns por ninguém.
[...]

Como nos teus tempos , meu velho João Roiz de Castelo Branco!!!!