20080410

Paráfrase


Este poema começa por te comparar

com as constelações,

com os seus nomes mágicos

e desenhos precisos,

e depois

um jogo de palavras indica

que sem ti a astronomia

é uma ciência

infeliz.

Em seguida, duas metáforas

introduzem o tema da luz

e dos contrastes

petrarquistas que existem

na mulher amada,

no refúgio triste da imaginação.


A segunda estrofe sugere

que a diversidade dos seres vivos

prova a existência

de Deus

e a tua, os mesmos tempos

que toma um por um

os atributos

que participam da tua natureza

e do espaço criador

do teu silêncio.


Uma hipérbole; Finalmente,

diz que me fazes muita falta.


Pedro Mexia
Imagem (C) Adobe Photoshop

10 comentários:

papagueno disse...

Olha, um poema do novo sub-director da cinemateca.
A imagem está óptima.
Bjks

Ni disse...

sem figuras de estilo capazes de comentar poema tão bonito.
Acaba com a hipérbole que nada exagera.

Maria disse...

Não conhecia este poema.
Obrigada por o teres partilhado.

Beijinho

Sophiamar disse...

A poesia portuguesa contemporânea, que continua a corrente que desde o século XII sempre nos acompanhou.

Beijinhossss

Méon disse...

As palavras parecem falar apenas das palavras. Mas falam de ti... de mim... de nós...do mundo.
E não é que o mundo é uma metáfora? (Il Postino, lembras-te?)

Beijinho e obrigado, Avelã!

avelaneiraflorida disse...

Amigo Papagueno,

Confesso que desconhecia por completo esse pormenor!!!!
mas continuo a gostar imenso deste poema!!!!

Bjkas!!!!

avelaneiraflorida disse...

Querida Ni,

e todas as figuras de estilo, juntas, dão-nos a dimensão do SENTIR!!!
Bjkas!!!

avelaneiraflorida disse...

Querida Maria,

Nesta Mesa apenas procuro deixar aquilo que gosto de oferecer aos meus amigos!!!

Bjkas!!

avelaneiraflorida disse...

Querida Sophiamar,

e a poesia continurá pelo FUTURO!!!!!

Bjkaas!!!

avelaneiraflorida disse...

Méon,

"Il Postino" um imenso mundo do sentir!!!!

E ainda não consegui encontrá-lo, embora tenha corrido tudo o que é possível...mas continuo a tentar!!!