20071211
Na madrugada...
20071210
Cartas de Outono...
20071209
DISPERSO,O AMOR RECORDA...
20071208
O Outono

O Outono é uma boa estação para gozar o sossego e a paz.
Para todos há trabalho que baste e os dias ainda contam muitas horas de sol.
Os gamos malhados, nascidos da corça, acham abrigo nas moitas vermelhas dos fetos do bosque. Ao soarem os guizos do rebanho de corças, os veados machos correm dos outeiros.
Nos bosques espessos é grande a fartura de doces bolotas.Por toda a lonjura da terra castanha se alongam searas de aveia e cevada.
No pátio em ruínas crescem as ervas e moitas espinhosas de bagas silvestres. E pelo chão se espalha fruta de sumo, madura e pesada.
Grandes avelãs, de bom sabor, pendem aos cachos de aveleiras velhas e bem alinhadas.
in A Perfeita Harmonia
- Poemas Celtas da Natureza
( trad. José Domingos Morais)
Imagem (C) www.blessingscornucopia.com/celtscelticancien...
20071207
Para que não fiquem dúvidas...
Eu sei que nem sempre é fácil entender, e aceitar, as palavras antigas...
A propósito da Cantiga que aqui deixei...acho que devo ser justa para com os meus Amigos Trovadores!!!!
Sobre o mar...a saudade... uma das Cantigas de Amigo que, talvez, ainda recordem:
+JAVI.jpg)
Sedia-m[e] eu na ermida de San Simion,
cercaron-mi as ondas, que grandes son:
eu atendend[o] o meu amigo,
eu atendend[o] o meu amigo!
Esta[va eu] na ermida ant[e] o altar,
cercaron-mi as ondas grandes do mar:
eu atendend[o] o meu amigo,
eu atendend[o] o meu amigo!
Cercaron-mi as ondas, que grandes son,
non hei barqueiro, nem [ar son] remador:
eu atendend[o] o meu amigo,
eu atendend[o] o meu amigo!
Cercaron-mi as ondas do alto mar;
non hei [i] barqueiro, nen [ar] sei remar:
eu atendend[o] o meu amigo,
eu atendend[o] o meu amigo!
Non hei barqueiro nen [ar son] remador;
morrerei eu, fermosa, no mar maior:
eu atendend[o] o meu amigo,
eu atendend[0] o meu amigo!
Nen hei [i] barqueiro nen [ar] sei remar;
morrerei eu, fremosa, no alto mar;
eu atendend[o] o meu amigo,
eu atendend[o] o meu amigo!
Mendinho,
(C.B.N.852; C.V. 438)
sedia-me eu - estava eu sentada
atendendo - esperando
ar - também, tão-pouco
son- sou
mar maior - mar alto
Imagem - ilha de S. Simon ria de Vigo (C) Javi
A propósito da Cantiga que aqui deixei...acho que devo ser justa para com os meus Amigos Trovadores!!!!
Sobre o mar...a saudade... uma das Cantigas de Amigo que, talvez, ainda recordem:
+JAVI.jpg)
Sedia-m[e] eu na ermida de San Simion,
cercaron-mi as ondas, que grandes son:
eu atendend[o] o meu amigo,
eu atendend[o] o meu amigo!
Esta[va eu] na ermida ant[e] o altar,
cercaron-mi as ondas grandes do mar:
eu atendend[o] o meu amigo,
eu atendend[o] o meu amigo!
Cercaron-mi as ondas, que grandes son,
non hei barqueiro, nem [ar son] remador:
eu atendend[o] o meu amigo,
eu atendend[o] o meu amigo!
Cercaron-mi as ondas do alto mar;
non hei [i] barqueiro, nen [ar] sei remar:
eu atendend[o] o meu amigo,
eu atendend[o] o meu amigo!
Non hei barqueiro nen [ar son] remador;
morrerei eu, fermosa, no mar maior:
eu atendend[o] o meu amigo,
eu atendend[0] o meu amigo!
Nen hei [i] barqueiro nen [ar] sei remar;
morrerei eu, fremosa, no alto mar;
eu atendend[o] o meu amigo,
eu atendend[o] o meu amigo!
Mendinho,
(C.B.N.852; C.V. 438)
sedia-me eu - estava eu sentada
atendendo - esperando
ar - também, tão-pouco
son- sou
mar maior - mar alto
Imagem - ilha de S. Simon ria de Vigo (C) Javi
20071206
Cantiga...
Este exemplo de Cantiga de amor foi deixada pelo amigo JR , neste cantinho.
Para que todos possamos recordar a beleza das palavras antigas...
+COLE+WESTON.gif)
Sempre que eu vejo as ondas
e as altivas falésias ,
logo me vêm ondas
ao peito pela bela ,
Maldito seja o mar
que faz tanto mal !
Nunca vejo eu as ondas
nem as altivas rochas
que me não venham ondas
ao peito pela formosa
Maldito seja o mar
que faz tanto mal!
Sempre que eu vejo as ondas
e as altas ribanceiras
logo me vêm ondas
ao peito pela perfeita.
Maldito seja o mar
que faz tanto mal!
Rui Fernandes,
Grafia actualizada por Natália Correia
in Cantares dos trovadores galego-portugueses,
ed Estampa
Imagem(C) Cole Weston
Marcadores:
poesia medieval,
Rui Fernandes
20071205
Certezas...no dia!!!
+JON+FOSTER.jpg)
A pão sabem as palavras,
quando a brisa do sul nos roça a cara.
Seguro, nas duas mãos,as tuas mãos
e sob o peito (o teu, o meu), alastram ramos
transparentes que sustêm, na casa,
a trave-mestra, como se a raiz
de cada árvore nos amarrasse
as veias ao destino do coração.
Graça Pires
in Cem Poemas Portugueses no Feminino
Imagem (C) Jeffrey Jones
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