20070404

SUL


Deixo na marcha a marca doce
Dum passo alegre por voltar
Na outra margem, sou feliz
Invoco a Terra, campo em flor
Um mau olhado por Lisboa
Rio da sorte e maus caminhos
Linha entre a dúvida e o desejo
Pão tão dificil
Incerteza, d'amanhã
Vou no vapor da madrugada
A minha estrada vai prò Sul
Dá-me uma abraço d'encantar
Volto para o fundo dum olhar
Meiga paixão ao Sol do Estio
Rubra papoila fugidia
Encontro certo no trigal
Nada me prende, vou-me embora
Vou prò Sul...
in Vitorino, As Mais Bonitas

20070402

Have You Ever Seen the Rain?

Imagem(C) fuleiragem.typepad.com
Someone told me long ago theres a calm before the storm,
I know; its been comin for some time.
When its over, so they say, it'll rain a sunny day,
I know; shinin down like water.
I want to know, have you ever seen the rain?
I want to know, have you ever seen the rain
Comin down on a sunny day?
Yesterday, and days before, sun is cold and rain is hard,
I know; been that way for all my time.
till forever, on it goes through the circle, fast and slow,
I know; it cant stop, I wonder.
I want to know, have you ever seen the rain?
I want to know, have you ever seen the rain
Comin down on a sunny day?
Lyrics by Credence Clearwater Revival

20070401

Canção ligeira

Imagem(C) avelaneiraflorida
A vida é água de um áureo rio
e aflui ao tempo sua onda de ouro;
e é o amanhã como esse navio
em que navega o nosso tesouro [...]
in Mesa de Amigo, versão Pedro da Silveira

BOM DIA, ABRIL...


20070331

20070330

Erva Cidreira


Quando eu não tinha

Desejava ter

Uma hora por dia

Meu bem para te ver


Oh erva cidreira

Que estás no alpendre

Quanto mais se rega

Mais a folha prende


Mais a folha prende

Mais a rosa cheira

Que estás no alpendre

Oh erva cidreira


Namorados cartas fazem

Aqueles que sabem ler

Aqueles que ler não sabem

Também as mandam fazer


António Prata; Ateneu Mourense

Olha o Rouxinol II

Imagem(C) Carivano



Olha o passarinho

Que bem que ele canta

Quando está cantando

Parece que tem

Uma guitarra na garganta


E olha o rouxinol

Vai fazer o ninho

Dentro do balsedo

P'ra cantar sem medo

Olha o passarinho


E a moda vai alta

Não lhe posso chegar

Cantem-na baixinho

Mais devagarinho


Que eu quero cantar



Terra de Abrigo(C) Ronda dos Quatro Caminhos


e Coros de Alentejo com a Orquestra Sinfónica


de Córdoba

António Prata eCarlos Barata; Grupo Coral de Baleizão







Gota de Água

"BRIGADOS...AMIGO"





Fui à fonte beber água

Achei um raminho verde

Quem o perdeu tinha amores

Quem o achou tinha sede


Dá-me uma gotinha de água

Dessa que eu oiço correr

Entre pedras e pedrinhas

Alguma gota há-de haver


Alguma gota há-de haver

Quero molhar a garganta

Quero cantar como a rola

Como a rola ninguém canta


A água da fonte corre

Limpa clara fresca e pura

Assim correm os meus olhos

Para a tua formosura





Terra de Abrigo(C) Ronda dos Quatro Caminhos

e Coros do Alentejo com a Orquestra Sinfónica de Córdoba

A. Prata; Cantadores de Aldeia Nova de S. Bento

Dois dedos de conversa...



E as palavras enchem-nos a alma...

20070329

Há sempre um rio...


[...] O sol, muito alto ainda, iluminava de crepitações o vale que, selvático, se abria ante o seu olhar que pervagava abstracto, sem distinguir o mato que floria, as pedras que rebrilhavam pardas e cinzentas, os pequenos animais que esvoaçavam, corriam, rastejavam, ou se ficavam suspensos sem temor, fitando a mole imensa e caminhante de cavalo e cavaleiro. No fundo do vale, por entre os renques de choupos e salgueiros, entrecortados estava a chapa metálica e estreita de um rio[...]


in Jorge de Sena, O Físico Prodigioso

20070328

Lido e relido...

[...] Embora o corpo o atraiçoasse no dia-a-dia, o fulgor da escrita de O'Neill não se ressentia. São desta altura algumas das suas prosas mais brilhantes, como a que escreveu para prefaciar o álbum PORTUGAL, com fotografias de Nicolas Sapieha e texto de Hellmut e Alice Wohl. Para o título, pediu emprestada ao Padre António Vieira uma sentença do seu Sermão de Santo António pregado na Igreja dos Portugueses em Roma: Para nascer, pouca terra; para morrer, toda a terra - o texto original de Vieira continuava "para nascer, Portugal: para morrer, o mundo".
É o poeta antropólogo quem escreve este texto. Trata-se de uma digressão sobre o psiquismo português e a sua complexa relação com as noções de culpa e de punição, baseada nalguns lugares comuns da nossa cultura popular : velhas anedotas, a história da sopa de pedra, o poema A Nau Catrineta.
[...] pp.294-295