20080929

Human moves, kid...

Martin Scorsese's The Color of Money (1986)


20080928

Falling...




Fotografias (C) Avelaneira Florida

20080927

E a tarde cai em Setembro...

no tempo ... intemporal.
Imagem(C) Webmuseum, Paris
Les très riches heures du Duc de Berry

20080926

Amaste o voo


Amaste o voo, o infinito, a chave

Invisivel da voz. E foste a própria ave,


Abrindo a cifra, a fronde dos seus medos.

Abrindo a cifra das acesas fráguas.


Lendo a secura triste dos penedos

Completaste o secreto eco das águas.


Seguiste o tocador de instrumentos

Cinzentos, sedentos. Movimentos

De aparições, tremendo ao sol dos ventos,

Contradições de cor e de agonia.


E foste o tocador dos instrumentos

No alvo espaço em cruz dos seus momentos

Teu alvo tempo e alar sabedoria.


Natércia Freire
in Poesia Completa
Imagem (C) Françoise Deberdt

20080924

Nos dias...nas horas...


a partilha do tempo.
Imagem(C) Google Images

20080922

Movimento...

E tudo dança...
num movimento encadeado,
ritmo de múltiplas espirais.
Assim corre a Vida.
E o movimento torna-se contagiante...
E cada gesto será sempre
um convite à dança.

Intensamente sentido.
Generosamente partilhado.
Fotografia (C) Hernani Pereira

20080921

Pelo dia...




Deixa dizer-te os lindos versos raros

Que a minha boca tem pra te dizer!

São talhados em mármore de Paros

Cinzelados por mim pra te oferecer.


[...]

Florbela Espanca,
Os versos que te fiz
Imagem(C) Rebecca Hardin




20080918

OBjeCtIVOS!!!!!!!!!!


tenho de me lembrar de definir os Meus(???)
OBJECTIVOS
para a Avaliação de Desempenho!!!!!
Tenho?????
tenho de fazer o quê?????
Imagem (C) Google Images

20080916

REGRESSO!!!!!!!!



que as horas voem céleres!!!!!
Imagens(C) Google Images

20080915

Mindelo


«Quem ca conchê Mindelo,
ca conchê Cabo Verde»
«Quem não conhece o Mindelo, não conhece Cabo Verde»
Manuel d'Novas,
músico e compositor caboverdiano
Imagem (C) Google Images

20080914

Em trânsito...



Proposição

Ano a ano
crânio a crânio
Rostos contornam
o olho da ilha
Com poços de pedra
abertos
no olho da cabra

E membros de terra
Explodem
Na boca das ruas
Estátua de pão sol
Estátuas de pão sol

Ano a ano
crânio a crânio
Tambores rompem
a promessa da terra

Com pedras
Devolvendo às bocas
As suas veias
De muitos remos


Pecado Original


Passo pelos dias
E deixo-os negros
Mais negros
Do que a noute brumosa.

Olho para as coisas
E torno-as velhas
Tão velhas
A cair de carunchos.

Só charcos imundos
Atestam no solo
As pegadas do meu pisar
E fica sempre rubro vermelho
Todo o rio por onde me lavo.

E não poder fugir
Não poder fugir nunca
A este destino
De dinamitar rochas
Dentro do peito...


Corsino Fortes

Imagem (C) Google Images





20080913

SODADE...

Lua igual...

Rosa Criola
Persistência...


Fotografias (C) Google Images e www.asemana.cv/article.php3?id_article=33411