20070715

LENDAS...

Penso em castelos...e lá vou eu!!!!







Flutuando para o mundo das Lendas...

O pior é que depois...NÂO QUERO VOLTAR!!!!

CASTELO DE ALMOUROL...

As lendas... as memórias... traduzidas no sentir de gerações e gerações!!!!


Visitem um cantinho que aqui vos deixo:
http://www.castelodealmourol.com/home/lendas/index.php


MAS... depois....

partam à descoberta das sombras de alguma moura encantada...

Bandolim II


Que sons se podem tirar destas cordas?

Que sentimentos as dedilham?

As palavras escritas na alma como ganham sonoridade?

E quem ouve?


Um bandolim, ressonante de alegrias, pode ficar triste?

As mãos, que o tocam, são afagos?

As suas cordas podem partir-se de saudade?


O que sucede a um bandolim abandonado?

Também vive de esquecimento?

Também deixa de sentir?


NUNCA SABEREI!


Mas... ELE ... SOUBE-O, COMO NINGUÉM!!!!

Foto (C) avelaneiraflorida

20070714

BANDOLINS... Em torno da MEMÓRIA!

o bandolim na China...





















pela mão de Tiepolo..




o bandolim e a dança...














O Bandolim no cinema...








Um excelente site sobre Bandolins do Tempo Passado:




MAS...

Querem saber onde é...QUEREM????


Já Imaginaram???????????

UM TEATRO DA ÁGUA!
SIM, ISSO MESMO!!!!

para todos os pormenores

vão ao ...And This is Reality


20070713

OU eu... OU EU!!!!!!

EXACTAMENTE!
Chegámos a um divórcio tecnológico-digital !!!!!!!!

Eu e o meu rato!!!!! Não dava mais! Ele queria seguir para um lado. Eu para outro! Quando se decidia,por fim,seguir na direcção que eu lhe propunha, era eu que desatinava!!!!
Quando era ele que tomava a iniciativa...eu achava que não era o momento, nem a situação apropriada! Enfim, um desacerto total.
Nem tratamentos de "choque", nem palavras de suave incentivo...a comunicação entre nós, deixou de EXISTIR!!!

Para agravar a situação...as nossas urgências deixaram de combinar! Ou se adiantava ele...ou me atrasava eu!!! O pior de tudo, é que nem sempre o destino de chegada coincidia!!!!!

DECIDIDO!!!!
Decretado o Divórcio técnico para ambas as partes!!!!!!
Agora, tenho uma espécie de "nave espacial" que acende luzinhas quando lhe toco...

Espero que esta RELAÇÃO DURE!
Não estou preparada, para um dia destes, encontrar "esta coisa" a emitir fluorescentes e desesperados sinais :" HOME! HOME! HOME!!!!!!

O NOME


Por uma manhã além do nunca

passaram as corças rente ao mar

para ouvir a voz de Deus. Sabiam

não mais que a dor de não saber

a origem da luz, a origem do pó, a origem do fogo.

Depois das corças , depois da vertigem,

vieram as pombas, os chacais e o vento do deserto

e com eles a queixa solar dos laranjais.

E chegou o sul. E chegou o sempre.

E sempre que chegava alguma coisa, alguma luz,

acontecia um tempo e outro tempo

no tempo que houve a haver. E houve vento.

E o vento empurou o que há-de vir

cobrindo-o de espera e de esperança.

E foi-se o vento. E ficou o sempre
para sempre. E o sopro. E a semente.

E o som que vem sem fúria. Docemente.

O nome incandescente da ternura.

O nome. Simplesmente.


Joaquim Pessoa, Nomes
Imagem (C) DOUGALL

Enquanto vou "SARJENTAR"...e já volto...











Façam o favor de se REFRESCAREM!!!!!!!!!!

SAVE DARFUR

PELAS CRIANÇAS DE TODO O MUNDO!!!!!!

"brigados" pela pista, pagagueno

O Garfield tem razão...

Um dia, o homem poderá vigiar e dormir continuamente, simultaneamente [...]

Novalis, trad. Mário Cesariny


Mas...até que isso aconteça... O GARFIELD TEM TODA A RAZÃO!!!!!!!

20070712

Paisagem


Passavam pelo ar aves repentinas,

O cheiro da terra era fundo e amargo,

E ao longe as cavalgadas do mar largo

Sacudiam na areia as suas crinas.


Era o céu azul, o campo verde, a terra escura,

Era a carne das árvores elastica e dura,

Eram as gotas de sangue da resina

E as folhas em que a luz se descombina.


Eram os caminhos num ir lento,

Eram as mãos profundas do vento,

Era o livre e luminoso chamamento

Da asa dos espaços fugitiva.


Eram os pinheirais onde o céu poisa,

Era o peso e a cor de cada coisa,

A sua quietude, secretamente viva,

E a sua exalação afirmativa.


Era a verdade e a força do mar largo,

Cuja voz, quando se quebra, sobe,

Era o regresso sem fim e a claridade

Das praias onde a direito o vento corre.


in Antologia Pessoal da Poesia Portuguesa, Eugénio de Andrade