
Vivemos sobre a terra. Apresento-te
a nossa casa, os nomes que
damos às coisas,
as honras que nos são
destinadas,
este corpo de sangue e nervos.
Sobre ele que julgamos vivo
dizes minha razão. A da vida
e a de outras coisas
que se percebem.
Os barcos retomam lentos o seu lugar
em volta de um coração marinho.
Como se morre aqui?
João Miguel Fernandes Jorge
Imagem (C) Guy Fontdeville
+Diane+Romanello.jpg)
